quarta-feira, 30 de setembro de 2009

COMEÇAMOS DIA 08 DE OUTUBRO. VENHA, OUÇA E DANCE!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

MUITO BOM E DO BEM!!!! CONHEÇAM ESTES TRABALHOS.

Ganzá, gonguê e Tam Tam’ ensinará ritmos tradicionais da cultura brasileira
Trata-se de mais um projeto da ONG Tam Tam, que proporcionará educação musical a jovens e adultos a partir de 15 anos. Interessados já podem se inscrever no Espaço Sociocultural Café Teatro Rolidei, de segunda a sexta-feira, a partir das 16h30

No intuito de ampliar suas ações junto à comunidade do município de Santos e região, a Associação Projeto Tam Tam, que acaba de completar 20 anos de atuação nas áreas de arte e saúde, inicia o projeto ‘Ganzá, Gonguê e Tam Tam -–uma ciranda de ritmos do Brasil, a ser realizado gratuitamente no Espaço Sociocultural Café Teatro Rolidei, numa parceria com o músico Jorge Lampa.

Os interessados - jovens e adultos a partir de 15 anos e educadores em geral - já podem se inscrever no local, de segunda a sexta-feira, a partir das 16h30. A atividade inicia dia 8 de junho, propondo a vivência dos ritmos tradicionais de diversas regiões do Brasil, com percussão, cantos e instrumentos em geral, e conhecimentos sobre a cultura popular, relacionando com locais e contextos de origem.

“A cultura musical brasileira abriga uma diversidade de festas e brincadeiras em que a dança, a música e outros elementos estão intimamente integrados. A proposta desta atividade é ampliar o conhecimento sobre essas manifestações, através de vivências de suas expressões, como a ciranda e o maracatu de Pernambuco, o samba-de-roda baiano, o samba de batuque do interior paulista e a congada e a catira de Minas e São Paulo. A idéia também é destacar a importância dos grandes mestres”, explica Lampa.

Para o arte-educador Renato Di Renzo, da Tam Tam, a parceria vem se somar aos objetivos da ONG, de oportunizar mais ações em prol da qualidade de vida e da saúde mental coletiva. “Uma sociedade inclusiva e desejante se faz construindo junto, cada um contribuindo com o seu melhor. É mais um projeto que vem suprir os anseios da população e provocá-la a descobrir ou redescobrir e apreciar a riqueza da cultura popular tradicional do Brasil, disse.

O projeto, que também trabalhará a coordenação e as habilidades dos participantes, contará ainda com mostras de vídeos, palestras sobre as manifestações e atividades lúdicas em grupo.

Jorge Lampa é compositor, violonista e cantor. Graduado em música popular, mestre em Artes e doutorando em Música, com temas de pesquisa em Congada Mineira e religiões afro-brasileiras, todos os cursos realizados no Instituto de Artes da Unicamp. Participou de vários trabalhos e grupos musicais, entre eles: espetáculo "Ihu - Todos os Sons", de Marlui Miranda, pelo Coralusp; Bandas "Jambêndola", "Lampa" e "Grooveria Salve, Jorge!"; ministrou oficinas no Centro Cultural São Paulo, Instituto Itaú Cultural. Realizou atividades no projeto Curumim e de programação no SESC SP (várias unidades). Participou, como músico, do espetáculo "Refavela – refazendo o sentido", do Instituto Arte no Dique e Associação Projeto Tam Tam. Atualmente encabeça o coletivo "Palavrório" e faz a direção musical do projeto "90 anos de Jackson do Pandeiro".

O Rolidei foi criado em 2003 pela ONG e fica no 3º piso do Centro de Cultura Patrícia Galvão (Av. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias), numa parceria com a Prefeitura de Santos. A Tam Tam conta ainda com apoio dos ministérios da Saúde e da Cultura, por meio do Programa Cultura Viva – Governo Federal. Mais informações: (13) 9124-6493/ 9168-7449 e no site: www.tamtam.art.br

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Mais informações à imprensa:
(13) 9749-1618
imprensa@tamtam.art.br
ongtamtam-orgone@hotmail.com
www.tamtam.art.br

terça-feira, 17 de março de 2009

CANÇÕES CERTAS - O FOLHETIM, PARTE 01.


Era um dia desses de meio de semana, ou seja: não era nem o fim dela e suas baladas e nem a segundona braba, herança da mancada de Adão. Falar no maridão de Eva trazia à mente o pecado original e a simples menção desse dogma católico projetava na tela da imaginação, ao invés de imagens de um clip maluco com flashes de roupas vermelhas de cardeais, anelões e cruzes; folhas de parreira e cobras em livros com iluminuras; projetava era a possível trilha desse filme, em falantes ao lado e atrás da tela soando alto: "todo dia, toda noite, toda hora, toda madrugada, momento e manhã..."



Aliás, vinha sendo sempre assim: aquela trilha sonora obsessiva, composta de canções do repertório de quarentões como ele, que se sentia ainda mais anacrônico com aqueles temas da era do vinil, como lembretes de tudo que estava acontecendo: "quando olho no espelho / estou ficando velho e acabado..."



Começou a cultivar aquilo. Se não pode vencê-los... A união a eles, a esses tipos de tiques nervosos cantados internamente, veio com a tentativa de comunicar tudo com trechos extraídos daquele cancioneiro maluco que tinha sido sempre sua fonte de influências musicais. E daí ao início de uma certa maestria em se expressar com letras que iam do poetinha a Toinho do Rojão foi um pequeno passo.



É lógico que tudo se dava no plano de seus pensamentos mais recônditos, inclusive já estava pintando um medo de demonstrar o que se passava ali na discoteca mental, mas por enquanto parecia que ninguém percebia lá dentro a jukebox trocando de bolacha conforme a situação exigia.

Caso contrário: "dizem que sou louco / por eu ser assim..."



Mas já estava era bem à vontade com aquilo. Andando pela rua lá vinha Jorge em seu auxílio: "gostosa, ela é gostosa / o que 'tá pegando é que ela mora muito longe"; ou vinha algo mais abstrato no fim do dia e no começo de um rush que não parecia que não ia acabar nunca: "- pra semana / - o sinal / - eu procuro você / - vai abrir...".

Mais abstrato, mas não menos expressivo. E como a conversa era dele com ele mesmo, já estava começando a não precisar mais ter aquela obrigação de ser uma comunicação exata, objetiva. No começo, no auge da ambição dessas habilidades, ele chegou a se imaginar capaz de pedir um número três naquelas lanchonetes automatizadas de fast-food, mas com o detalhe de que não ia querer com cebola. A gente falando português claro e em alto e bom som já não consegue...



Mas agora a ambição era outra. Tinha virado uma coisa mais reflexiva, mais naquele teor de buscar companhia de si mesmo em meio a uma certa vocação para a solidão, como no tempo em que inventava longos roteiros para suas brincadeiras com o velho brinquedo de Forte Apache.



Era mais algo como: "certas canções que ouço / cabem tão dentro de mim / que perguntar carece / como não fui eu que fiz?".

Foi então que percebeu que não estava mais ouvindo música. "Well, I'm my own walkman".

Pelo menos não estava ouvindo em CD, rádios, internet, etc. Tudo bem, sua capacidade de ouvir dentro do coco estava boa, e já estava se aventurando por letras em outras línguas mas - "ne me quitte pas" - nada substitui o bom velho ato de ouvir um som. Acho que nem o Mozart, ali no filme, ouvindo a peça toda antes mesmo dela (o Réquiem) existir, nem ele nem o Mcferrin conseguiriam ficar sem ouvir uma "musiquinha" aqui do lado de fora da caixola.

Então, resolveu ouvir novamente sua velha e surrada discoteca, agora em versão digital. Era um monte de cd e mp3 mas, no fundo, era praticamente uma versão atualizada daquilo que já passara pelas agulhas de suas vitrolas.

Tomou um murro!
Tinha ficado muito tempo sem ouvir, mesmo. Tanto que já nem lembrava a última vez, quando e como, tinha ouvido aquelas coisas todas. Aqueles caras e mulheres tinham mesmo muito a dizer, e não eram só as letras: acordes que contavam histórias, vozes que levantavam pedras e mostravam significados escondidos entre o limo cotidiano da palavra, interpretações que botavam significados na gangorra, arranjos que construíam no vento catedrais e palhoças e mais, e mais, e mais...



Queria, então, contar para todo mundo o que estava vendo, que nem menino que volta de viagem e despeja uma enxurrada de relatos de encantos: “- mãe, você precisava ver o tamanho do brinquedo e ele subia devagarinho...”



Mas já não era mais menino, quer dizer, andava meio cascudo de tanto tentar compartilhar seus entusiasmos e se sentir um falante de aramaico num mundo sem tradução simultânea. Mas aquilo tudo ficava lá dentro, pedindo para sair e, só assim, se tornar algo vivo.
Não sabia mais o que fazer para se acertar entre aquelas duas correntes: uma que forçava para dizer coisas e outra que cobrava: como? E para quem? Para que?



Pegou o violão e foi para o bar tocar.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

ANDAIMES DA FOLIA

No dia 20de fevereiro, fizemos o carnaval do Rolidei.


Vale a pena algumas palavrinhas sobre o repertório.

Carnaval é a grande festa brasileira, tem quem gosta, quem não gosta, mas ninguém consegue ignorar.

No caso de quem gosta, tem quem gosta de encher a cara, beijar na boca, etc. e tem quem (mesmo que goste disso tudo também) gosta dessa explosão de cultura festeira que é a bagunça quarenta dias antes da quaresma.

O carnaval sempre viveu uma certa oposição entre a rua e o salão, mas para nossa história musical tanto um quanto outro produziram grandes pérolas.

Nós tocamos algumas delas.

Daquelas que vêm do salão, tiramos um bocado de marchinhas, que vocês sabem são de grandes feras da canção: Lamartine Babo e Braguinha talvez sejam os maiorais.

A música de carnaval baiana hoje chamada de "axé music" meio que engoliu as outras formas e é uma pena que um segmento tenha ficado bem por baixo dessa "tsunami". Estou falando daquela tendência que surgiu nos 70 de um "frevo baiano" e que tem maravilhas como as coisas do Moraes Moreira (tem uma que diz: " e o frevo que é pernambucano / sofreu ao chegar na Bahia / um toque, um sotaque baiano / pintou uma nova energia...") e é lógico que ele cita a fonte de tudo isso, a "Fobica", o calhambequinho com que Dodô e Osmar inventaram o trio elétrico que hoje domina os carnavais.

Tocamos essas do Moraes e tocamos um bocado de coisa de um disco do Caetano que representou essa onda: "Muitos Carnavais", cheio de frevos bem famosos no nosso cancioneiro. "Chuva, Suor e Cerveja"; "Atrás do Trio Elétrico" e por aí vai.

Aí a gente mergulha na fonte mesmo, os frevos pernambucanos.

Precisava de uns dez anos e verba ilimitada para fazer uma pesquisa e ouvir todo o repertório dessa benção musical que o Brasil recebeu em forma de "big- band" cheia de uma vibração absurda e swing animal!!

Eu sugiro começar por duas coisas: Banda de Pau e Corda e Spok Frevo Orquestra. Pelo que estou vendo enquanto batuco as mal traçadas, as duas têm site e a do Spok dá pra ouvir duas faixas e ficar babando.

Babando de vontade de ir pra Recife. Em poucos lugares do mundo e da história se tem uma música que encanta o ouvido e hipnotiza o corpo como a pernambucana.

Não é à toa que o frevo-canção tem letras tão saudosistas...

Afinal, a gente fica mesmo assim nesse estado de "Recife mandou me chamar..." quando ouve esses frevos e maracatus e tudo mais.

Bem, já que estamos por aqui, quem apareceu no Rolidei sábado teve um pedacinho bem humilde porém honesto dessa folia toda.

E que, como tudo que a gente faz, procura apontar para algo mais, né? essa é a única ambição.

Ver se ouvimos juntos coisa muito boa e muito brasileira;

Com as feras: Eduardo Marques na batera, Odilon de Carvalho e - vamos destacar - o talento e o profissionalismo do Reinaldo Andrade, guitarra de Santos que vale muito a pena ouvir.

Evoé e axé - o verdadeiro;

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

OS ANDAIMES - PARTE 1.

+*SOLO, SOLAR*+
Respeitando as fontes, compartilhando referências.

Repertório de 13 e 27 de janeiro (sesc santos) e da primeira entrada do Rolidei, em 24 de janeiro (sábado). E de algumas que irão ser tocadas no Espelunka, hoje, 16 de janeiro, sexta-feira.

1. A “Abertura”, fica por conta da primeira estrofe de um repente de dois mestres do gênero, Ivanildo Vilanova e Severino Ferreira, com o belo mote “eu também sou cangaceiro, minha arma é a viola”, na repetição da estrofe fiz uma brincadeira com essa forma de grande (enorme!) arte que é o repente nordestino e dei uma mudadinha no mote pra “eu também sou brasileiro, minha alma é da viola”. aí, me animei.
Em seguida, vem uma pequena citação do coco “Boa Noite”, da pernambucana Aurinha do Coco. imaginem uma loite de lua e coco no Alto da Sé de Olinda... Aurinha 'tá lá.
Não há nada como ver e prestigiar o trabalho de mestres como esses vendo-os ao vivo, mas eu obtive os cantos através de dois cd',s: A Arte da Cantoria – cangaço (Funarte/Itaú Cultural/Atração Fonográfica) e o “Seu Grito”, de Aurinha.

2. Aí vem FÉ, FESTA; essa é minha. A base é uma só: as congadas de Minas, principalmente um ritmo chamado “baiano” que se toca por lá. Dêem uma olhada aqui nos marcadores “Letra e Música” que ela está lá.

3. Aí, vem mais uma vinheta com um clássico de nossa cultura popular: é a ladainha de mestre Pastinha, figura lendária da capoeira angola, aquela que diz: “eu já vivo enjoado/ de viver aqui na terra”, funcionando como introdução a esse interessante xote de Dominguinhos, Volta e Meia. As duas são meio “cósmicas” e a viagem é em rabo de cometa!

4. O que nos leva a Respeita Januário, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, quase uma declaração de princípios de respeito aos grandes mestres. Quase não, é uma declaração! Respeita Januário, respeita Salu, Ivanildo, Aurinha, Seu Feliciano, Vadinho do Gantois...
Eu quero ver você dizer que eu sou ruim (Alceu Valença/ Alcymar Monteiro/ Arcilio Araújo, quanto “A”!) é um xote venenoso, desses pra se hipnotizar de dançar...

5. Já Kalu é só de Humberto Teixeira. Uma pequena jóia de nosso cancioneiro. Cuidamos dela carinhosamente. Dêem uma ouvida. Eu não canso de ouvir e de tocar.

6. Jack Soul Brasileiro, de Lenine. Mais uma declaração. De amor ao Brasil? Ao Brasil de Jackson do Pandeiro? Ao pandeiro de Jackson do Brasil. Ouçam a divisão rítmica desse homem, pelamordedeus! É a grande arte! E sabem quem é seu maior seguidor, né? Depois eu conto, não sei se vocês estão preparados... (hehehehe!).

7. Chiclete com Banana. O elo perdido entre o forró e o samba-rock! Percebam que a letra fala: “é o samba-rock meu irmão”. Essa canção é de Gordurinha e Almira Castilho, que foi mulher de Jackson.. Chiclete com Banana já virou um termo corrente na língua portuguesa. A música popular tem esse poder.

8. Então repitam comigo: SALVE, JORGE!. Essa é deste Jorge e é para aquele Jorge que mora na lua e para aquele que mora num país tropical, para atrair boas vibrações, declarar o amor pelo Brasil, pela Terra, pelo universo, que são os lugares por onde Jorge anda combatendo o dragão da maldade. Salve, santo guerreiro! E, para alguns: Ogunhê!
(continua).

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

OS ANDAIMES...

A idéia aqui é criar um espaço mais amplo de exposição de idéias que levam a uma apresentação musical. Papo cabeça? Não, tentativa de ampliar o diálogo para além do mero "eu toco, vocês ouvem", que na verdade já não é mero coisa nenhuma, tem muito suor, lágrimas da boa emoção poética e musical e esse sangue brasuca que pulsa polirritmicamente, graças a Deus, aos santos guerreiros e aos orixás.



Então, os andaimes mostram a segunda parte do famoso ditado "'cês vê as pinga que eu bebo, não vê os tombo que eu levo...".



Nada de apologia da "marvada", como sempre digo em relação à também popularíssima expressão "é a minha cachaça", para expressar especial predileção por algo que se faz.



Na verdade, tem a ver com muitas das outras rubricas (Festa e Fé, Letra e Música, etc.), todos os outros marcadores, mas vou sempre postar em "agenda", por que tem relação direta com os shows que vão rolar.

Então, vamos ver os "andaimes", lá na agenda...

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

MORRE UM MESTRE, PERDE-SE UMA DISCOTECA...

Diz que os africanos, bambas da transmissão oral, criadores da tradição griot, dizem que "quando morre um mestre, perde-se uma biblioteca!". Falam assim referindo-se a uma cultura baseada na sabedoria transmitida ao vivo, olho no olho, palavra derramada direto no ouvido do aprendiz, ensinando pelo exemplo, pela presença, comer junto, trabalhar na roça, buscar água... coisa impensável para quem adquiriu dependência eletroquímica por silício...

Pois é, perdeu-se uma discoteca no último domingo, último dia de agosto. Foi tocar na festa do céu, com certeza. Com o sapo que foi pra lá na viola do urubu e com Seu Zé Coco do Riachão.

Homem que sabia tudo de cavalo-marinho, tudo de maracatu, tudo de tudo e coco e mais um pouco, rabequeiro, mateus: mestre.

Muito mestre e tão mestre que deixa linhagem e sabedoria pra quem teve o privilégio de conviver com ele. Eu convivi durante 5 minutos, em 2001. A gente tocou no Bar do SESC Santos com a Banda Lampa, forró, abrindo o show dele do Sonho da Rabeca, Bienal da Dança; e trocamos umas idéias no corredor dos camarins. Mas deu pra sentir a simplicidade, a sabedoria, a simpatia.

Deu pra ter certeza que tinha ali biblioteca, videoteca, discoteca, tudo na memória privilegiada e no coração maltratado pela doença de chagas.

Ê, Brasilzão véio em alguns de seus males. Mais velho do que precisava.

Adeus, Mestre Salustiano.

Agora, vamos cuidar dos que ficaram.

Respeita Januário.