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quarta-feira, 10 de julho de 2013

FESTA!!!!


Nada melhor que esta palavra para definir a atividade de celebração, aprendizado coletivo e multiplicação e formação de público para a cultura brasileira do que esta: FESTA!! e ficam todos convidados, são as apresentações dos alunos das oficinas 2013 do Grupo Maracatu Quiloa (percussão na cultura popular, pandeiro e maracatu de baque virado) mais uma série de grupos parceiros e novas experiências - como a do Rebolo Batuque e Bloco

Então, é a Festa do Quiloa, quinta, dia 11, em Santos, SP, no Allegra, ao lado do Carioca que tem um pastel delicioso e bem santista, na Praça da prefeitura, centrão histórico, a partir de 20h30, com vários convidados.

E a FESTA!!! continua, no segundo semestre, com as atividades que não param e muita coisa mais.

Vale, e vale muito a pena ver!!

Axé e até.

domingo, 19 de maio de 2013

É DE SE FARTAR DESSA ÁGUA DA FONTE!

É quase junho, o mês cheio de significâncias para nossa cultura, para esse conjunto que, graças, a cada dia ganha mais espaço e relevância, que é o da chamada Cultura Popular.

Por isso e mais um pouco, resolvi postar aqui uma série de eventos que estão prestes a ocorrer e que demonstram fartamente a pujança de tal cultura.

Começando hoje, organizada pela Associação Cachuêra! (ou no site da associação), a 14ª Festa do Divino Espírito Santo:


Quem estiver em São Paulo, capital, pode ainda correr para lá, que não estiver, fique ligado na programação que vai ter muito mais coisas.

Aliás, está acontecendo em vários lugares do Brasil esta festa, com muita devoção e cada vez mais vigor.

Outra coisa, que em junho tem grande vitalidade aqui em nosso Brasilzão são as festas do ciclo do boi. No Maranhão, o bicho está pegando!
Agora, o que vale a pena conhecer, é um pedaço da cultura desse estado aqui em SP, promovida pela vinda de vários maranhenses que se radicaram na região do Butantã e multiplicaram ações de formação em cultura popular.

Então, vale conferir o Ciclo do Boi no Morro do Querosene, que como podem ver contará com oficinas aos  domingos.

No que diz respeito à cultura caiçara, vejam isto: Festa da Cataia, que vai rolar em Cananeia, no coração da região que abriga esta cultura.

(a foto é ilustrativa desse universo, retirado de http://poemia.wordpress.com/2012/03/28/o-ponto-de-cultura-caicara-da-casa-mandicuera/, fica aí mais uma referência de primeira!)

Fora isso, é ficar de olho num calendário que, Brasil afora, sempre foi pujante e continua  vibrando. Fiquem ligados, mandem notícias!

domingo, 5 de maio de 2013

O DINHEIRO MAIS BEM GASTO DO MUNDO


Tem horas que a gente tem que meter a mão no bolso mesmo e gastar uma grana para fazer certas coisas. Uma delas é pegar o carro, subir a Serra do Mar e ir para Sampa assistir umas coisas que vão demorar – ou talvez nunca cheguem – aqui na beira mar.
Não tinha ninguém p’ra ir comigo, fui só, para a Wall Street de Pindorama, nossa luminosa Avenida Paulista, orra meu!, e entrei na sala de cinema da Reserva Cultural para assistir:


Documentário que "trata de um dos momentos de maior efervescência política de nossa recente história como sociedade democrática: os bastidores do golpe militar de 1964", conforme diz o site da produtora   PEQUI Filmes (congratulations, aliás!). O que acrescenta e muito (embora sempre haja o que falar em história e ainda mais nesses momentos em que ela se torna um grande sonrisal) ao que já se falou sobre esta página da nossa biografia como país "que vai p'ra frente" é seu enfoque e seus documentos em áudio e imagens sobre a participação dos sobrinhos do Tio Sam na quartelada. Fica claro, claríssimo o que já se sabia ou pressentia ou de dizia pelos botecos: J. F. Kennedy (já estava morto em 64 mas foi figura chave na visão política que vigorava na época), Lyndon Johnson, seu sucessor e continuador de suas "policies" e o grande arquiteto da intensa participação americana no golpe: o embaixador Lincoln Gordon.

Tem que ver. Temos que ver. Nas escolas, nas ruas, campos, construções.

Por passadismo? Revanchismo? 

Não.

Na Reserva Cultural, onde há uma daquelas livrarias/ lojas de cd's e dvd's chiques/cults de Sumpaulo, estava à venda "O Ovo da Serpente", de Ingmar Bergman. Morri de vontade de comprar, mas estava meio caro este bem cultural, eu queria rever este filme que assisti no século passado na boa Ribeirão Preto em que eu morava nos anos 80 (boa porque o Fogão tinha o Dr. Sócrates e a vida cultural naquela cidade do "interior" era rica e intensa). Então não comprei e fico com minhas lembranças daquele belo filme de arte contando sobre a insidiosa insinuação do nazismo na vida da Alemanha, já nos anos 1920 do século passado. O que depois saberemos se tornará um dos capítulos mais cruéis e infames da trajetória do ser humano no planeta Terra, está ali em gestação, melhor, em incubação dentro de um ovo de maldade, delação, covardia frente ao mal que se instala cada vez mais forte e firme no poder. Desse ovo, quando chocado, nascerão as condições para que os torturadores, perseguidores de indefesos, censores, invejosos e ignorantes alçados às lideranças, enfim, todo tipo de escória que um estado de direito deve manter inativos e impedidos de cometer sua principal atividade: a infâmia.

Pois quando o ovo eclode, eles saem, como pinto no lixo para perseguir, torturar, cercear, trazer o nível de tudo ao mais basal possível.

Foi o que aconteceu a partir de 01º de abril de 1964 e, de certa forma, ecoa até hoje em nosso país.

Por isso, a cada vez que alguém fizer um livro, um documentário, enfim, cada vez que alguém contar esta história, para que não se repita em farsa ou tragédia, estará fazendo o ovo da serpente voltar para seu ninho.

Mas não se acomodem, ele sempre estará lá. É não deixar que ele choque.

E àqueles que gostam de bobagens como "mas naquele tempo era bom...." vão até o play-ground, se pendurem em uma barra do mesmo jeito como se colocavam as pessoas no pau-de-arara e fiquem até quando aguentarem, para ver o que é bom.



sábado, 27 de abril de 2013

ESSE É BOM DE LEMBRAR MESMO

Aproveito este marcador "já foi... mas é bom de lembrar" mas mais para manter mesmo uma memória de umas coisas que fiz e que vale a pena revisitar posto que foram muito bacanas.

Uma delas foi o projeto "Personagens Por Seus Sons", levado a cabo no SESC Vila Mariana, quando trabalhei lá. O projeto transcorreu durante o ano de 2002  e sua proposta era trazer ao palco grandes personagens da literatura brasileira (Capitu e Bentinho; Leonardo Pataca, Hilda Furacão e outros), através de uma leitura de trechos do seu texto intimamente interligados a uma execução musical que, mais que fornecer um pano de fundo ajudasse a contar a história toda.

Bem, esse de 19 de abril de 2002 foi extremamente memorável: com integrantes do Grupo Contadores de Estórias Miguilim de Cordisburgo (ver no Museu Casa Guimarães Rosa - Cordisburgo) e o grande violeiro Paulo Freire (que, como veremos adiante tem sua própria obra ligada à de Seu João Rosa):

Este é o folheto que acompanhava cada apresentação, no caso, o da edição de Riobaldo Tatarana, protagonista do (deixem-me ajoelhar p'ra escrever) Grande Sertão: Veredas.

O projeto gráfico desses "guias da assistência", bonito, era da eficiente equipe do SESC Vila, inspirado na concepção do belo cenário que foi feita pelo artista plástico Carlos Colabone. 
 

Essa edição foi especialmente tocante. E bem tocada, pois esse caboclo Paulo Freire violeiro (além de ser um dos maiores músicos desse brasilzão véi') se integrou de tal forma aos "miguilins" que foi uma das noites mais bonitas que já passei, com a magia da arte que faz a gente voar da rua Pelotas, na Vila Mariana, São Paulo SP para o sertão que está em toda parte: no Urucuia, no Liso do Suçuarão, pra tudo que é lado.
 No folheto tinha este texto ambicioso, que segue. Se vocês puderem ler eu conto qual é a grande ambição.

A ambição, qual era? Olha, do projeto como um todo (como um todo mesmo!) era fazer o povo ficar com vontade de ler. Mais que ler, fazer com que as pessoas ficassem com vontade de se juntar e fazer uma coisa que a gente fazia com a música (pior que está deixando de fazer, né?) que era - em casa, nas famílias, entre amigos - passar um tempo junto e juntos cantando, celebrando lembranças e futuros compartilhados, mas fazer isso também com esta "música" que sai do papel escrito por gente como João Guimarães Rosa.
Só isso. 

domingo, 7 de abril de 2013

DEPOIS CONTO MAIS



Mas quero convidar para a ESTREIA DO TRABALHO que estou desenvolvendo com o Edivaldo Costa, chama-se:

LEITÃO, LEITEIRO, LEITOR: BRINCADEIRAS PARA GOSTAR DE LER

SESC S. J. Campos
Dia(s) 13/04
Sábado, às 15h.

É um momento muito importante de consolidação do meu projeto de música e literatura, o Palavrório que eu gostaria de mostrar em breve para o maior número possível de pessoas. Vamos aguardar as oportunidades de poder fazer isto. Axé e até!











quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

ÁLBUM DA MEMÓRIA - Outra cacofonia


Estou mudando de profissão, abraçando um pouco as áreas da Paleonto e da Arqueologia.

É que...:

Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim
(Herbert Vianna / Tetê Tillet)

Mas, por outro lado, a casa da memória se encheu um pouco mais. Melhor assim, trocar papéis por lembranças.


Então me aguentem, e olhem só isso aqui, retirado de alguns sítios arqueológicos das minhas bagagens.





São fotos da Jambêndola, banda da qual fiz parte nos anos 90 e cuja história deu vontade de contar um pouco.
Banda promissora, que mereceu estas apuradas palavras de Mestre Lenine:


(De todas as alegrias, uma me é muito querida: confirmar
uma certeza!...
E para m im é c e r to que vivemos num país abençoado pelo Deus da Música, uma música que não para de surpreender, de se misturar e rejuvenescer...
E na fila d o ônibus, no fim da feira, pelo alto-falante, na T V do vizinho...Eu tô sempre confirmando essa certeza. 
Ouvindo o s om do Jambêndola, confirmei de novo.
Ouviu o Nordeste berrando alto por cima de funks e rocks, pra t o d o mundo ouvir que o Brasil tá vivo, e goza de muita saúde... Ouvi a pesquisa dos timbres, as síncopes do grovie... Ouvi "Gonzagão", sampleado das cinzas, botando fogo no t e r r e i ro da garotada... Ouvi o sangue da
banda... Ouvi muita diversão... Ouvi sinceridade...
Taí o Jambêndola!
E eu fiquei querendo ouvir mais...

Lenine - Compositor, instrumentista e cantor.
Rio, outubro de 1996.)


Na verdade, deu vontade de lembrar um pouco e, de certa forma, retomar um fio de uma meada que foi cortado abruptamente.

E, talvez por isso, tenha fica umas pontas soltas por aí.

E, com certeza por isso, vale a pena retomar e reatar essas pontas, porque é uma história de sons muito bonitos, que merecem mais um eco e um pouquinho de vida.

E só os ouvidos dão vida aos sons.

Vamos ouvir mais?